Panorama da carcinicultura paraibana no ano de 2025
Cultivo em águas de baixa salinidade impulsiona produção e destaca estado no cenário nordestino
Antes de entrarmos no mérito do presente artigo, consideramos de fundamental importancia, destacar que os primeiros números setoriais da carcinicultura paraibana foram obtidos pela ABCC, em 2004, referente ao Ano de 2003 (Censo da Carcinicultura Brasileira realizado pela ABCC em 2004), quando a Paraíba contava com 66 fazendas de cultivo de camarão, englobando uma área de 591 ha, cuja produção de 3.323 t, contribuiu para uma exportação de US$ 12,1 milhões, sendo 100% destinado ao mercado dos EUA, através da Empresa Empress.
os EUA, através da Empresa Empress. Por outro lado, segundo o Censo realizado pela ABCC em 2011, a carcinicultura paraibana se desenvolveu mais rapidadmente nas áreas interiores do que no litoral, destacando que a produtividade média anual da carcinicultura das fazendas localizadas no interior da Paraíba já representou 10.200 kg/ha/ ano, a mais elevada em termos comparativos com outras Regiões e Estados do Nordeste (3.506 kg/ha/ano), demonstrando de um lado, o potencial de recursos naturais da Paraíba para a atividade e, de outro, o bom nível tecnológico em uso nos seus sistemas produtivos interioranos.
Nesse mesmo contexto, um estudo realizado pelo SEBRAE/PB em 2016, reportou uma produtividade média de 15 ton/ha/ano nos empreendimentos de carcinicultura que utilizavam água do Rio Paraíba, contra apenas 3 ton/ha/ano da média dos empreendimentos localizados no litoral. Nesse mesmo sentido, no ano de 2019, a carcinicultura paraibana realizada nos polos interioranos, mostrou que um elevado fortalecimento, de tal ordem, mesmo sem contar com financiamentos bancários, muito menos com um mínimo de apoio governamental, para o desempenho desse setor, mostrou que vários micros e pequenos empreendimentos estavam produzindo entre 20 a 25 toneladas de camarão (10 a 12 g) por hectare/ano.
Na verdade, o grande diferencial da carcinicultura paraibana, está relacionada ao fato de que além das fazendas estabelecidas nos estuários dos Rios Paraíba e Mamanguape, o cultivo do camarão marinho Penaeus vannamei, vem sendo praticado ao longo do Vale do Rio Paraíba, bem como, do Rio Mamanguape, Rio Piranhas e, em várias reservatórios interioranos, cujas águas apresentam características de baixa salinidade (classificadas como oligo e mesohalinas) e nas quais, o referido camarão marinho, mesmo sendo originado do Oceano Pacífico, tem se adaptado bem, inclusive, apresentando níveis de produtividade superiores aos alcançados em águas estuarinas, na Paraíba, no Nordeste/Brasil e no mundo.
FONTE: FEEDFOOD