Maior espécie de raia no mundo é vista no litoral de SP e catalogada por especialistas

Raia-manta encontrada no litoral de SP em abril foi batizada de Moana. Foto: Projeto Mantas do Brasil / Divulgação

Com quase 6 metros de envergadura, fêmea surpreendeu equipe do Projeto Mantas do Brasil em Itanhaém, na Baixada Santista

A maior espécie de raia que existe no mundo foi vista em Itanhaém, litoral de São Paulo (SP), e surpreendeu da melhor forma especialistas do Projeto Mantas do Brasil, organização que atua na conservação desse animal há 15 anos. O agrado aconteceu ao final de abril e marcou o início da temporada de avistamento de raias-manta na região.

A nova gigante dos mares catalogada pela equipe soma quase 6 metros de envergadura e foi batizada com o nome “Moana”. Ela deu de encontro com os especialistas do projeto que mergulhavam pelo Parcel Dom Pedro no último dia 20.

aula Romano, coordenadora geral do Projeto Mantas do Brasil, disse, em comunicado, que a sensação de felicidade e de pertencimento em avistar uma raia-manta “no quintal de casa” é indescritível.

A assistente de pesquisa Luiza Gomes explicou que o objetivo da saída de campo foi justamente realizar uma busca ativa para encontrar raias-manta. Entretanto, só não esperavam que a missão fosse cumprida já no primeiro mergulho.

Assim que a gente caiu [na água], demos de cara com ela: uma fêmea da espécie Mobula birostris. Muito gratificante– complementou

Moana, a raia, foi encontrada sem a cauda. Além disso, ela também não tem ferrão — mas isso é uma característica da espécie. O projeto, que tem como uma das frentes a divulgação científica em linguagem acessível, explicou pelas redes sociais essa condição.

Raia-manta (não a Moana). Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

Raia-manta não tem ferrão

Maior espécie de raia no mundo, a raia-manta não possui veneno e nem ferrão. O Projeto Mantas do Brasil explica que os únicos mecanismos de defesa desse animal são o tamanho, que intimida predadores, e a velocidade.

Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

Além da ausência de ferrão, outra curiosidade é a presença de uma massa calcificada na base da cauda — uma estrutura mais rígida. Isso sugere que, em algum momento da evolução, esse animal tenha tido ferrão, mas por algum motivo o perdeu com o tempo. Sendo assim, a verdade é que as raias-manta são inofensivas para os humanos, desde que não se sintam ameaçadas.

Raias-manta: sua foto pode colaborar com a ciência

O Projeto Mantas do Brasil recebe registros de mergulhadores que tiveram a sorte e o privilégio de se deparar com um desses animais no litoral brasileiro. Essas imagens com detalhes do avistamento podem ajudar no monitoramento e na proteção dessa espécie gigante e gentil.

Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

O que você precisa saber

Para contribuir com informações, basta enviar as imagens com dados do avistamento, que a equipe receberá o conteúdo de bom grado. Para o contexto, entram dados como data e horário do avistamento; localização ou ponto de referência; condições do mar e clima; comportamento observado; e marcas, lesões ou parasitas visíveis na raia.

Como identificar o sexo da raia-manta

Também é possível identificar o sexo da raia manta de forma descomplicada. Enquanto as fêmeas possuem a região próxima à cauda sem protuberâncias, os machos têm estruturas reprodutivas visíveis próximas à nadadeira pélvica (os chamados clásperes), que apresentam formato de “W”. Essa informação é igualmente importante no contexto do avistamento.

Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

“Impressão digital” da raia-manta fica na barriga

Outra orientação do Projeto Mantas do Brasil é registrar o animal de baixo para cima, da forma mais nítida possível e com a região ventral (a “barriga”) bem enquadrada. Isso porque é justamente ali que a raia-manta carrega um padrão de manchas único, que serve como sua impressão digital.

Dessa forma, a equipe pode conseguir identificar se a raia-manta já foi catalogada ou mover ações para registrá-la oficialmente. Ou seja, esses registros ajudam a monitorar a trajetória dos animais e auxiliam a equipe a entender as melhores formas de protegê-los.

FONTE: NAUTICA.COM.BR

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