Sustentabilidade: Porto do Açu devolve 55% mais água do que capta e mira autossuficiência até 2030
Com investimento focado em infraestrutura independente, o complexo portuário fluminense repôs o equivalente ao consumo anual de uma cidade de 43 mil habitantes na Bacia do Baixo Paraíba do Sul.
O Porto do Açu vem consolidando sua estratégia para equilibrar a expansão industrial com a segurança hídrica do Norte Fluminense. Um estudo recente validado pela consultoria internacional Waterplan revelou um saldo positivo inédito na operação do complexo: o empreendimento devolve à Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul um volume de água doce significativamente maior do que o consumido.
Os números detalhados mostram que o complexo utilizou 1,75 milhão de metros cúbicos de água em suas operações, enquanto conseguiu reinjetar e repor 2,73 milhões de metros cúbicos no mesmo período. Esse superávit de 55% representa uma folga hídrica que não apenas protege a região, mas prepara o terreno para a chegada de indústrias voltadas à transição energética.
AEngrenagem por trás do Superávit Hídrico
A capacidade de repor mais água do que o volume retirado se deve a um planejamento que envolve engenharia de macrodrenagem e preservação ambiental. O abastecimento do complexo é totalmente independente, operando por meio de infraestrutura própria, o que evita a competição direta com a rede pública ou com o consumo doméstico dos municípios vizinhos.
“Nosso compromisso vai além da eficiência operacional. Nosso objetivo é gerar valor para a sociedade enquanto ampliamos as oportunidades de crescimento e preparamos a região para receber novos investimentos e gerar empregos”, pontua Gustavo Vianna, gerente geral de Sustentabilidade do Porto do Açu.
Atualmente, 70% de toda a água que circula pelas instalações do porto já vem de fontes alternativas (como reuso e captação inteligente). A meta estabelecida pelo plano de metas do complexo é audaciosa: fazer esse número saltar para 90% até o ano de 2030.

Reserva Caruara: O coração verde do projeto
O pilar ecológico que sustenta esse ecossistema é a Reserva Caruara. Criada há mais de uma década, a reserva protege 4.000 hectares de restinga e serve como área de recarga natural para os aquíferos locais, além de monitorar e conservar a Lagoa de Iquipari.
Com aportes que já ultrapassam os R$ 50 milhões desde a sua fundação, o espaço cumpre um papel duplo:
- Ambiental: Retenção e infiltração de água de chuva no solo de forma inteligente.
- Social: Emprega cerca de 80 funcionários diretos, utilizando 100% de mão de obra local.
Para Caio Cunha, gerente de Relações Portuárias e da Reserva Caruara, o modelo de negócios mudou. “Não se trata apenas de uma área protegida, mas também de um ativo estratégico do território e uma unidade de negócios voltada a ampliar o impacto positivo do Porto”, explica.
A iniciativa faz parte da chamada Ambição 2050, a agenda de longo prazo do porto que inclui a adesão aos movimentos Ambição Net Zero e +Água, chancelados pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil. Ao blindar sua operação contra riscos de escassez hídrica, o Porto do Açu tenta se posicionar na vanguarda do desenvolvimento industrial de baixo carbono no país.
Fonte: Ascom e edição livre do PPA

