Pernoite no barco: saiba por onde começar a viver essa experiência a bordo

Pernoite no barco: saiba por onde começar a viver essa experiência a bordo

Foto: Erika8213 / Envato

Reuniu uma série de dicas essenciais para estender o uso da embarcação para além do pôr do sol

A ideia de passar uma noite a bordo, mais cedo ou mais tarde, passa pela cabeça de qualquer dono de embarcação — afinal, acordar já contemplando a vista do mar é bastante sedutor. Para os novatos nessa modalidade, contudo, um pernoite no barco pode ser um grande desafio. Pensando nisso, NÁUTICA reuniu uma série de dicas essenciais para estender o uso da embarcação para além do pôr do sol.


Estar no mar à noite é aproveitar as belezas das águas de uma perspectiva completamente diferente. Elaborar uma estadia confortável, com luzes quentes, um bom drink e um jantar fresquinho é apenas uma das muitas opções para viver esse momento.

É sobre se “isolar” com quem se ama, passar um bom tempo de qualidade juntos, cercados pela natureza e por uma paz inigualável — o que não quer dizer que não haverão os famosos “perrengues”, especialmente se você for iniciante. Se esse for o seu caso, vale anotar as dicas a seguir.

Pernoite no barco: como começar sem sustos

Pessoas com insônia ou simplesmente com dificuldades em dormir com o movimento do barco podem sofrer um pouco mais com uma noite a bordo — mas nada que uma pequena adaptação prévia não resolva.

  • Para uma primeira experiência, vale começar dormindo na marina antes de partir para a ancoragem dos seus sonhos. Vai ser uma boa opção para pegar experiência, especialmente pela estrutura disponível;
  • Vá com calma. Nada de passar o dia todo a bordo antes de pernoitar no barco pela primeira vez. Prefira chegar já no início da noite, para jantar sem pressa na marina e depois dormir na embarcação.

Pegou o jeito? Hora de explorar!

Com o tempo, você vai perceber que pernoitar não é um bicho de sete cabeças. Passada a fase de adaptação, é hora de explorar novos horizontes — mas não sem se preparar ainda mais.

  • Esteja antenado à parte elétrica do barco para casos de imprevistos à noite — ou tenha a companhia de alguém que entenda do assunto para não passar por sustos;
  • Confira a previsão do tempo não somente para o dia em que for pernoitar, mas para todos os em que estará no mar;
  • Planeje sua rota, não esqueça do aviso de saída e deixe pessoas de confiança cientes da sua localização;
  • Faça um checklist de itens como alimentos, bebidas, produtos de higiene, repelente e equipamentos de segurança para não esquecer de nada;
  • Nunca use uma poita desconhecida: toda poita tem dono e você não tem como saber se ela é segura para o porte do seu barco;
  • Evite fundear em locais com fundo de pedra, onde é comum a âncora enganchar. Prefira onde haja lama ou areia;
  • Deixe sempre pelo menos uma luz acesa para sinalizar sua localização para os outros barcos;
  • Para saber a profundidade do local e o quanto de amarra foi para dentro d’água com a âncora, uma opção é fazer marcas visíveis no cabo, de 5 em 5 metros;
  • Esteja atento: a correnteza sempre será mais forte nos locais onde há grande variação das marés e nos períodos de lua cheia e nova;
  • Sempre que parar no meio do mar, coloque a proa na direção das ondulações;
  • Nos fundeios, fique sempre contra o vento e as correntezas (ou o que estiver mais forte) para o barco não ser empurrado contra a própria amarra;
  • Use ao menos três defensas ao parar de costado em um píer: uma no meio, outra na popa e a terceira logo após a bochecha de proa;
  • Verifique se o ponto escolhido é uma área tradicional para ancoragens.

Esteja preparado para navegações noturnas

Ainda que a ideia seja atracar antes de escurecer, aproveitar o barco sob a luz do luar envolve, naturalmente, estar no mar à noite. Logo, a possibilidade de precisar navegar no escuro precisa ser levada em conta — afinal, imprevistos sempre acontecem. Nesse sentido, é necessário redobrar a atenção.

Foto: NaturesCharm / Envato

A navegação noturna envolve vários riscos, mesmo para os navegadores mais experientes. Isso porque os obstáculos são muitos. A luz da lua é uma grande aliada nessas ocasiões, mas nem sempre estará presente, por exemplo.

Nesse cenário, enxergar com clareza passa a ser um grande desafio. Até mesmo locais familiares se tornarão irreconhecíveis, já que as referências visuais desaparecerão. Troncos, pedras e objetos no mar ficarão praticamente invisíveis, só avistados quando perigosamente pertos demais. Sendo assim, o que fazer?

  • Não tenha pressa: use uma velocidade um pouco acima da mínima para manter o planeio;
  • Use e abuse dos equipamentos eletrônicos, especialmente radar e GPS;
  • Não parta sem consultar a previsão do tempo;
  • Não navegue em caso de cansaço ou exaustão;
  • Tenha cartas náuticas e roteiros atualizados;
  • Reduza as luzes do posto de comando (mas não as de navegação) porque a claridade atrapalha a pilotagem;
  • Procure partir ainda sob a luz do dia, para receber a noite já em mar aberto, com mais tempo para se acostumar;
  • Não pilote como se fosse dia: triplique a atenção;
  • Siga os caminhos mais seguros, ainda que mais longos;
  • Fique atento aos sinais de espuma na água — eles podem indicar arrebentações adiante;
  • Verifique as luzes de navegação. Se uma delas não acender, não parta;
  • Se possível, navegue fora da cabine, especialmente se ela tiver vidros escuros.

No mais, aproveite esse momento a bordo, longe dos compromissos da rotina diária, para espairecer, relaxar e descansar em grande estilo!

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