Novos Complexos Termelétricos Impulsionam o Norte Fluminense com Bilhões em Investimentos
O Ministério de Minas e Energia (MME) oficializou a liberação das outorgas para a implantação de duas novas usinas termelétricas no município de São Francisco de Itabapoana, situado no Norte Fluminense. Os projetos contemplados fazem parte do grupo de 12 plantas vencedoras do leilão de reserva de capacidade na forma de potência (LRCap), realizado em março deste ano.
Os Empreendimentos e as Cidades Envolvidas
- UTE Porto Norte Fluminense II B: Com um aporte financeiro expressivo estimado em R$ 835.670.950,00, a usina contará com uma capacidade instalada de aproximadamente 291 MW (291.352 kW). O projeto será edificado no distrito de Buena, localizado às margens da rodovia RJ-196, no trecho que liga Campos dos Goytacazes a Gargaú. A responsabilidade pela execução e operação da planta cabe à PE Eneva Norte Fluminense S.A., reconhecida como a maior operadora privada de gás natural do país.
- UTE Porto Norte Fluminense I D: Com investimentos da ordem de R$ 178,7 milhões, esta unidade recebeu outorga para a implantação de 62,3 MW de capacidade (sendo 51,3 MW ofertados no LRCap). O projeto sob a tutela da Engeko Green Ltda. engloba também a construção de infraestrutura de escoamento de energia, estruturada com uma subestação elevadora de 23,1/500 kV e uma linha de transmissão de 60 quilômetros que fará a conexão com a subestação Campos 2, operada pela Neoenergia S.A..
Prazos e Cronograma
De acordo com as portarias publicadas pelo governo federal, as outorgas possuem vigência regulamentar de 35 anos. Para a UTE Porto Norte Fluminense I D, o cronograma estipula a obtenção da Licença Ambiental de Instalação (LI) até 1º de março de 2027, com o início das obras civis projetado para 1º de junho do mesmo ano e a fase de montagem eletromecânica prevista para janeiro de 2028.
Já o planejamento global estabelecido para as unidades geradoras determina que a entrada em operação comercial ocorra, impreterivelmente, até o dia 1º de agosto de 2031. A fiscalização do cumprimento de todas as etapas e marcos temporais ficará a cargo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

