Maior aquário de água doce do mundo está no Brasil
Impressiona com 5 milhões de litros, 380 espécies e vai sediar congresso nacional que reúne especialistas em biodiversidade, conservação animal e pesquisas inéditas com mais de 100 espécies reproduzidas em cativeiro.
Bioparque Pantanal receberá congresso nacional com debates sobre biodiversidade, manejo animal e educação ambiental em Campo Grande, reunindo especialistas, pesquisadores e estudantes no maior aquário de água doce do mundo.
O Bioparque Pantanal, em Campo Grande, será sede do 49º Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil entre os dias 26 e 30 de maio de 2026, com a participação de pesquisadores, estudantes e profissionais ligados à conservação da fauna, à biodiversidade e ao manejo de animais sob cuidados humanos.
Com o tema “Um mergulho na conservação: ciência, sociedade e meio ambiente”, o encontro nacional terá discussões sobre pesquisa aplicada, educação ambiental, gestão de zoológicos e aquários, além de estratégias voltadas à proteção de espécies ameaçadas e ao fortalecimento da atuação científica dessas instituições.
Instalado no Parque das Nações Indígenas, o complexo é apresentado pelo governo de Mato Grosso do Sul como o maior aquário de água doce do mundo, com estrutura voltada à visitação, à pesquisa e à conservação de espécies aquáticas e terrestres.
Conforme dados institucionais do Bioparque Pantanal, o espaço possui 21 mil metros quadrados de área construída, 5 milhões de litros de água e 453 espécies de animais, número superior à referência de 380 espécies divulgada em publicações anteriores sobre o empreendimento.
A atualização dos dados oficiais indica ampliação do acervo vivo mantido no complexo e reforça o uso do espaço em atividades de pesquisa, manejo e educação ambiental, especialmente em ações relacionadas aos biomas brasileiros e à fauna de água doce.
Congresso da AZAB aproxima ciência e conservação no Pantanal
A 49ª edição do congresso da AZAB terá programação voltada a profissionais de Biologia, Medicina Veterinária, Zootecnia e áreas correlatas, com atividades sobre biodiversidade, manejo, bem-estar animal, comunicação científica e educação ambiental.

Segundo a organização do evento, a proposta é reunir experiências técnicas de diferentes instituições brasileiras e ampliar o intercâmbio entre equipes que atuam em zoológicos, aquários, universidades, centros de pesquisa e órgãos ligados à conservação da fauna.
Realizado anualmente desde 1977, o congresso reúne zoológicos, aquários, pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições privadas que trabalham com animais sob cuidados humanos, conservação ex situ, educação ambiental e produção científica aplicada.
Na edição de 2026, a escolha de Campo Grande coloca o Pantanal entre os temas associados à programação, em razão da relação direta entre o bioma, a conservação de espécies e a estrutura científica mantida no Bioparque.
Além das palestras e mesas-redondas, a programação prevê atividades formativas relacionadas a desafios práticos enfrentados por equipes técnicas no cotidiano de zoológicos e aquários, incluindo rotinas de manejo, comunicação e ações educativas.
Entre os assuntos previstos estão fotografia técnica, comunicação institucional, manejo de animais silvestres e estratégias de educação ambiental, áreas que integram o trabalho de profissionais envolvidos no cuidado e na conservação de espécies.
A realização no Bioparque Pantanal vincula o congresso a uma estrutura que já abriga atividades de visitação, pesquisa e manejo animal, além de áreas técnicas destinadas ao acompanhamento de espécies mantidas sob cuidados humanos.
O local possui tanques de exposição, setores de quarentena e espaços utilizados em pesquisas, conservação, bioeconomia e sustentabilidade, conforme informações divulgadas pela administração do complexo e pelo governo estadual.
Bioparque Pantanal registra marco em reprodução de espécies
Em março de 2026, o Bioparque Pantanal informou ter alcançado a marca de 100 espécies reproduzidas sob cuidados humanos e de forma natural, dado divulgado pela administração do complexo em publicação institucional.
Do total informado, 32 espécies pertencem especificamente ao Pantanal, número apresentado pela instituição como parte do trabalho de manutenção de populações animais em ambiente controlado e acompanhamento técnico especializado.
De acordo com o Bioparque, os resultados reprodutivos estão relacionados a ações de conservação que envolvem monitoramento, manejo, bem-estar animal, acompanhamento veterinário e pesquisa científica aplicada às necessidades de cada espécie.
Em ambientes monitorados, a reprodução de animais permite observar ciclos biológicos, comportamento, genética e exigências ambientais de espécies nativas, informações usadas por pesquisadores e equipes técnicas em protocolos de conservação.
A instituição também afirma manter o maior banco genético vivo de água doce, informação presente em materiais oficiais do governo estadual e do próprio Bioparque, associada à diversidade de espécies mantidas nos tanques e às pesquisas em andamento.
Essa definição, divulgada pelos canais institucionais, aparece vinculada aos projetos desenvolvidos em parceria com pesquisadores e instituições de ensino, sem detalhamento público, nos materiais consultados, de metodologia comparativa independente.

No caso das espécies pantaneiras, o acompanhamento realizado pelo Bioparque envolve um bioma sujeito a mudanças no regime de chuvas, queimadas, alterações de habitat e pressões ambientais registradas por órgãos de pesquisa e conservação.
Esses fatores fazem com que iniciativas de manejo, monitoramento e educação ambiental integrem políticas e projetos voltados à conservação da fauna, especialmente quando associadas a estudos sobre reprodução, comportamento e adaptação de espécies.
Estrutura do maior aquário de água doce do mundo une visitação e pesquisa
Conhecido também pelo fluxo de visitantes, o Bioparque Pantanal funciona como equipamento público de ciência, pesquisa e educação ambiental, com espaços destinados à exposição de espécies e áreas técnicas voltadas ao cuidado dos animais.
Durante a visitação, o complexo apresenta diferentes ambientes aquáticos e espécies brasileiras, enquanto setores internos mantêm rotinas de manejo, reprodução, alimentação, observação comportamental e acompanhamento veterinário conduzidas por equipes especializadas.
A estrutura conta com 239 tanques, conforme dados institucionais divulgados pelo Bioparque Pantanal, número que inclui áreas de exposição, abastecimento, quarentena, reúso de efluentes e espaços reservados a finalidades técnicas.
Desse total, 31 tanques são destinados à exposição, enquanto os demais atendem atividades de suporte, pesquisa, conservação, bioeconomia e sustentabilidade, de acordo com informações disponibilizadas pela administração do complexo.
A separação entre áreas abertas ao público e setores técnicos permite organizar a visitação sem interromper rotinas de cuidado, manejo e estudo, práticas necessárias para manter espécies em ambiente controlado.
Nos bastidores, o trabalho inclui controle da qualidade da água, alimentação adequada, acompanhamento veterinário, observação de comportamento e aplicação de protocolos definidos conforme características biológicas, ambientais e sanitárias de cada espécie.
Com a realização do congresso, pesquisadores, estudantes e profissionais terão acesso a debates e atividades que podem ampliar a circulação de conhecimento técnico dentro do próprio espaço onde parte dessas práticas é executada.
A programação prevista cria oportunidades para apresentação de estudos, discussão de metodologias, intercâmbio técnico e formação de redes de cooperação entre instituições de diferentes regiões do país envolvidas com fauna e conservação.
Mato Grosso do Sul recebe congresso nacional sobre zoológicos e aquários
Ao sediar o congresso, Campo Grande receberá um público especializado em conservação, ciência aplicada e gestão de fauna, áreas diretamente relacionadas ao funcionamento de zoológicos, aquários, centros de pesquisa e instituições ambientais.
A escolha do Bioparque como sede também conecta o evento à estratégia de Mato Grosso do Sul de associar turismo, pesquisa e educação ambiental em torno do Pantanal, segundo materiais institucionais divulgados pelo governo estadual.
Durante a programação, os participantes devem discutir temas que ultrapassam a visitação pública em zoológicos e aquários, incluindo conservação ex situ, bem-estar animal, comunicação com a sociedade e formação de novos profissionais.
Esses assuntos aparecem na agenda do setor porque instituições que mantêm animais sob cuidados humanos atuam, além da exposição ao público, em pesquisa, educação ambiental, reprodução, manejo e conservação de espécies.
Para o Bioparque, a realização do congresso ocorre após a consolidação de rotinas de visitação, divulgação científica e apresentação de resultados ligados à reprodução de espécies mantidas sob cuidados humanos.
Inaugurado em 2022, o espaço passou a divulgar avanços em projetos científicos e em ações de manejo, enquanto ampliou sua presença em atividades de turismo, educação ambiental e conservação da biodiversidade.
A programação de maio de 2026 reunirá especialistas em um ambiente que concentra fauna, infraestrutura técnica e projetos científicos, com atividades voltadas ao compartilhamento de experiências entre profissionais do setor.
Também estará em debate a função de zoológicos e aquários na pesquisa, na educação ambiental e na conservação de espécies, tema presente em discussões técnicas da área e na programação nacional da AZAB.
Com quase 5 milhões de litros de água, centenas de espécies e uma agenda voltada à biodiversidade, o Bioparque Pantanal será o local de realização de um congresso dedicado à conservação animal e à produção científica no Brasil.
No encontro, o espaço de Campo Grande reunirá atividades sobre conservação animal, formação profissional e pesquisa aplicada, em uma programação direcionada a especialistas, estudantes e instituições que atuam com fauna.

