Fim da escala 6×1: setor produtivo alerta para risco ao emprego formal e ‘efeito dominó’

Fim da escala 6×1: setor produtivo alerta para risco ao emprego formal e ‘efeito dominó’

O fim da escala 6×1 está em debate no Congresso e preocupa empresários em Santa Catarina e no Brasil. O setor produtivo alerta que a mudança pode elevar custos, reduzir a produtividade e aumentar a informalidade, gerando um “efeito dominó” sobre o emprego formal.

📌 O que está em discussão

  • Escala 6×1: regime atual em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho e folga um.
  • Proposta: reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas, extinguindo a escala 6×1.
  • Objetivo declarado: ampliar o bem-estar dos trabalhadores e alinhar o Brasil a padrões internacionais.

⚠️ Principais preocupações do setor produtivo

  • Aumento de custos: empresas teriam de contratar mais funcionários ou pagar horas extras, elevando despesas.
  • Repasse ao consumidor: preços podem subir, afetando competitividade.
  • Risco de informalidade: trabalhadores poderiam migrar para empregos sem carteira assinada.
  • Impacto em SC: estado tem 71% dos empregados formais com contratos de 41 a 44 horas semanais, acima da média nacional, o que intensifica os efeitos locais.

📊 Estudos e projeções

  • Fiep (Federação das Indústrias do Paraná): simulações indicam que a redução da jornada sem ganho de produtividade pode levar à queda do PIB e ao aumento do desemprego.
  • FIESC (Federação das Indústrias de SC): alerta para impactos negativos na economia, como falta de mão de obra, aumento de preços e perda de competitividade.

🗣️ Mobilização empresarial

  • CNI (Confederação Nacional da Indústria) e mais de 100 entidades divulgaram manifesto contra a proposta.
  • FACISC (Federação das Associações Empresariais de SC): afirma que Santa Catarina seria um dos estados mais prejudicados.
  • COFEM (Conselho das Federações Empresariais de SC): defende análise técnica e gradual, evitando mudanças abruptas.

🔎 Impactos esperados

📍 Conclusão

O debate sobre o fim da escala 6×1 coloca em choque bem-estar do trabalhador e sustentabilidade econômica das empresas. Enquanto sindicatos defendem mais folgas e qualidade de vida, o setor produtivo alerta para riscos de desemprego, informalidade e aumento de preços. A decisão final exigirá equilíbrio entre ganhos sociais e impactos econômicos.

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