Como fica o tempo em setembro? Mês é decisivo para bons resultados e exige atenção com o clima

Como fica o tempo em setembro? Mês é decisivo para bons resultados e exige atenção com o clima

Foto: Freepik

Temporais, granizo e ventos fortes ameaçam o Sul, enquanto calor e baixa umidade preocupam áreas produtoras de soja

A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja começa setembro com um cenário de atenção. O mês é decisivo para o avanço das atividades no campo e para garantir boas condições às lavouras de soja, mas os primeiros dias devem ser marcados por uma forte diferença entre regiões do país.

No Sul, o tempo severo já provoca transtornos. Em Santa Catarina, houve registro de queda de granizo e ventos fortes, que causaram danos em áreas rurais. No Rio Grande do Sul, áreas atingidas pelo granizo passam por levantamentos para identificar a dimensão das perdas.

E o cenário ainda exige atenção. O Rio Grande do Sul está sob alerta do Instituto Nacional de Meteorologia para fortes temporais entre esta segunda feira, dia 31, e terça feira, dia 1º. A previsão indica chuva intensa, granizo e ventos que podem superar 100 km/h em algumas áreas.

Na sequência, a instabilidade avança para o Paraná e para o sul de Mato Grosso do Sul, além de alcançar áreas do Sudeste. São Paulo e Rio de Janeiro também entram no caminho das instabilidades. A combinação entre ar quente e a passagem de uma frente fria favorece a formação de temporais em boa parte do Centro Sul.

Em Minas Gerais, o Triângulo Mineiro também pode receber chuva forte. A condição preocupa o campo porque os volumes elevados podem interromper a colheita e dificultar a realização de trabalhos agrícolas em algumas áreas.

A chuva também alcança o sul de Goiás, enquanto outras áreas do Centro Oeste seguem com condições diferentes. Há previsão de pancadas isoladas, mas o calor continua presente em diversas localidades.

No interior do Nordeste e em parte do Centro Oeste, o cenário é oposto. O tempo permanece seco e quente, com baixa umidade do ar e do solo. No Matopiba, áreas do interior também continuam com pouca chuva, aumentando a preocupação com a disponibilidade de água no solo.

Em Rondônia, a previsão também indica calor, baixa umidade e ocorrência de chuvas apenas de forma isolada. O cenário mostra que, enquanto algumas regiões enfrentam excesso de chuva em curto período, outras ainda precisam de precipitações para recuperar a umidade do solo.

Os mapas de umidade mostram uma situação que merece atenção. Boa parte do Brasil apresenta níveis baixos de umidade no solo, com algumas áreas próximas de 20%. Para as regiões que dependem da regularidade das chuvas, a chegada de precipitações será importante para melhorar as condições de campo.

Setembro, portanto, começa com um desafio para o produtor. Com o fim do vazio sanitário, chuva em excesso pode provocar danos e atrapalhar as operações, enquanto a falta de precipitação mantém o solo seco e pode dificultar o avanço das atividades agrícolas. O comportamento do tempo ao longo do mês será fundamental para definir as condições no campo e os próximos passos da safra.

FONTE: CANALRURAL

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