Brasil atualiza lista de espécies aquáticas ameaçadas; confira as principais mudanças
Entenda como é feito o cálculo do risco de extinção, que leva em conta aspectos como queda populacional e perda de habitat.
O Brasil atualizou em maio de 2026 a lista oficial de espécies aquáticas ameaçadas de extinção. Cerca de 100 espécies entraram e outras 100 saíram, com destaque para tubarões, raias e peixes costeiros em situação crítica, enquanto alguns peixes ornamentais da Amazônia mostraram recuperação populacional.
📋 Principais pontos da nova lista
- Publicação: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), substituindo a versão de 2014 (revisada em 2022).
- Categorias de risco: Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR).
- Mudanças: Aproximadamente 100 espécies incluídas e 100 retiradas.
🐟 Espécies que saíram da lista
- Acari-vampiro (Leporacanthicus joselimai) – peixe ornamental da bacia do Xingu.
- Cascudo-onça (Scobinancistrus aureatus) – também da região amazônica. ➡ Estudos mostraram recuperação populacional.
⚠️ Espécies em situação crítica
- Mero (Epinephelus itajara) – um dos maiores peixes costeiros do Atlântico.
- Budião-azul (Scarus trispinosus) – essencial para a saúde dos recifes.
- Corvina (Pogonias courbina) – comum no litoral sul.
- Tubarão-seda (Carcharhinus falciformis) e tubarões-martelo – criticamente ameaçados.
- Peixes-serra (Pristis spp.) – casos extremos de declínio populacional global.
🌊 Espécies de rios
- Muitos peixes pequenos e pouco conhecidos, restritos a áreas específicas.
- Exemplo: Bagre-anão (Microglanis maculatus), endêmico do alto rio Tocantins.
🚫 Restrições e exceções
- Proibida captura, transporte, armazenamento e comercialização das espécies listadas.
- Exceções: pesquisas científicas e planos de recuperação que permitem uso controlado.
- Prazo de adaptação: até 180 dias para espécies recém-incluídas.
🔎 Como é feito o cálculo de risco
- Baseado em critérios da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).
- Indicadores:
- Velocidade da queda populacional.
- Número de indivíduos.
- Área de ocorrência e fragmentação do habitat.
- Pressões como pesca excessiva, poluição e destruição ambiental.
🛠️ Próximos passos
- Dados coletados entre 2022 e 2024, discutidos em 2025.
- Consolidados pelo ICMBio e MMA.
- Planos de Ação Nacionais (PANs): atualmente existem ao menos 11 voltados para peixes, com medidas como proteção de áreas-chave, controle da pesca e recuperação de habitats.
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