São João da Barra dá passo histórico contra a erosão costeira com EVTEA de R$ 5,6 milhões em Atafona e no Açu

São João da Barra dá passo histórico contra a erosão costeira com EVTEA de R$ 5,6 milhões em Atafona e no Açu

O município de São João da Barra (RJ) iniciou oficialmente as atividades de campo do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). Com um investimento de R$ 5,6 milhões, o projeto atende a uma exigência crucial do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, credenciando o município a pleitear verbas estaduais e federais para futuras obras estruturantes de contenção da erosão costeira nos distritos de Atafona e Açu.

O avanço do mar em Atafona é um dos maiores desastres socioambientais do litoral brasileiro, tendo destruído centenas de imóveis, ruas e praças desde a década de 1970. Agora, a Prefeitura busca virar essa página com embasamento científico de ponta.

⚙️ Radiografia do Projeto: Ciência, Tecnologia e Prazos

Com duração prevista de 18 meses, o EVTEA não se limita a diagnosticar o problema: ele criará a base técnica de segurança jurídica e de engenharia necessária para captar recursos de grande porte.

  • Equipe Multidisciplinar: 29 especialistas selecionados via licitação, englobando oceanógrafos, geólogos, engenheiros costeiros, biólogos, geógrafos e especialistas em planejamento territorial.
  • Parcerias Estratégicas: O projeto prevê ampla cooperação com universidades, centros de pesquisa renomados e o intercâmbio de referências internacionais em proteção costeira.
  • Tecnologia de Ponta: O trabalho contará com monitoramento contínuo in loco e modelagens computacionais avançadas capazes de simular diferentes cenários futuros para o litoral fluminense.
  • Alternativas em Análise: Embora as intervenções definitivas dependam estritamente dos resultados do estudo, já estão no radar engenharia de ponta como a recuperação de dunas e a alimentação artificial de praias (engordamento da faixa de areia).

🤝 Diálogo Direto com a Comunidade

A gestão municipal e a execução do projeto colocam a transparência e a participação popular no centro das ações.

  • Contêineres de Atendimento: A partir do início de outubro, serão instalados pontos de atendimento dedicados à comunidade em Atafona e no Açu.
  • Ponto de Diálogo: Esses espaços funcionarão como canais abertos para esclarecimento de dúvidas, escuta ativa da população afetada e integração social no processo de monitoramento.

“É esse levantamento completo que vai nos dar segurança para buscar os recursos necessários e avançar em uma solução concreta,” destaca a prefeita de São João da Barra, Carla Caputi.

🔬 Bastidores Técnicos e Governança

A condução do EVTEA está a cargo da SEACaruso Soluções Oceânicas & Energias Renováveis (subsidiária do Grupo Firmenich/Grupo Caruso), empresa com vasta expertise em dragagem, engenharia costeira e monitoramento ambiental marinho.

  • Apresentação do Plano de Trabalho: No final de setembro, a diretora técnica da SEACaruso, a oceanógrafa e mestre em Engenharia de Costas e Portos Clarissa Menin, apresentará o planejamento detalhado à Câmara Técnica de Dinâmica Costeira, Erosão Marinha e Riscos Climáticos Associados, em reunião na Prefeitura.
  • Alinhamento Metodológico: O encontro servirá para destrinchar o cronograma, as metodologias de campo, as simulações computacionais e os produtos que serão entregues ao longo dos 18 meses.

Para o CEO do Grupo Caruso, Francisco Caruso Jr., o foco inicial é inequívoco: construir uma fundação científica irrefutável.

“O objetivo é compreender o comportamento real do litoral, reunir dados confiáveis e avaliar diferentes cenários para que as decisões futuras sejam tomadas com segurança técnica absoluta.”

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