CNA pede fim da exigência de RGP na nota fiscal para destravar vendas de aquicultores

CNA pede fim da exigência de RGP na nota fiscal para destravar vendas de aquicultores

Entidade aciona governo para suspender regra que duplica documentação, eleva custos operacionais e trava o escoamento rápido na piscicultura brasileira.

Fotografia de um caminhão-baú frigorífico branco trafegando por uma estrada de terra ao lado de viveiros de aquicultura durante o amanhecer, levantando poeira e ilustrando o escoamento da produção.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil pediu oficialmente a suspensão do Registro Geral da Atividade Pesqueira nas operações de peixes de cultivo. O ofício enviado ao governo contesta a obrigatoriedade de incluir esse dado na nota fiscal. Para a entidade, a exigência de RGP para aquicultores gera duplicidade de informações e trava o escoamento diário.

O debate gira em torno da Portaria Interministerial nº 54, que definiu a nota como documento oficial de origem do setor. Contudo, a cadeia produtiva argumenta que as fazendas já emitem a Guia de Trânsito Animal (GTA) rotineiramente. De acordo com a CNA, esse formulário sanitário atual garante a rastreabilidade total da carga até o abate.

Dessa forma, a confederação avalia que a nova diretriz apenas eleva os custos operacionais nas propriedades rurais. Além de sobrepor registros do Ministério da Pesca e da Agricultura (MPA), a burocracia extra ameaça a logística ágil exigida para movimentar proteínas altamente perecíveis.
Impacto na rentabilidade e segurança jurídica

A comercialização aquícola exige rapidez e precisão contínua no embarque. Conforme o documento oficial, o excesso de formulários sufoca o manejo e exige eficiência logística imediata para evitar a perda da mercadoria. Com isso, os produtores buscam preservar a margem de lucro da atividade.

Para o órgão de representação, a cobrança paralela gera ineficiência no campo. A instituição afirma que a regra adicional é “desnecessária e injustificada”, visto que os órgãos de defesa agropecuária já monitoram a produção por meio do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA).

A simplificação recomendada pela entidade acompanha as diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura. Manter o foco estrito na produção permite otimizar a conversão alimentar do lote e garantir a saúde financeira da propriedade.

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