Maior alargamento de praia do Brasil já plantou mais de 25 mil mudas para impedir avanço do mar
Plantio de restinga avança em Itapoá, no Litoral Norte de SC, com foco em estabilizar nova faixa de areia; etapa faz parte do cronograma da obra
Mais de 25 mil mudas de vegetação nativa já foram plantadas no maior alargamento de praia do Brasil, em Itapoá, no Litoral Norte catarinense. A etapa tem como objetivo “fixar” a areia e conter o avanço do mar. Já são 50 mil mudas produzidas a espera do plantio.
Ao todo, seis espécies serão cultivadas, somando 280 mil mudas até o fim de 2026. O plantio ocorre nas áreas de dunas formadas após o alargamento da faixa.
Produzidas em estufas, as áreas foram isoladas por meio de palanques para impedir o acesso e garantir o desenvolvimento das mudas. Os locais destinados à recuperação da vegetação nativa estão sendo demarcados e sinalizados com placas.
Veja espécies plantadas no alargamento de praia em Itapoá:
- Feijão-da-praia – Sophora tomentosa
- Capim-da-praia – Panicum racemosum
- Bredo-da-praia – Blutaparon portulacoides
- Rabo-de-bugio / Jacarandá-do-mangue – Dalbergia ecastaphyllum
- Salsa-da-praia / Batata-da-praia – Ipomoea pes-caprae
- Palma / Quipá – Opuntia monacantha
Dragagem da Baía Babitonga
O maior alargamento de praia do Brasil faz parte da Dragagem da Baía Babitonga. O projeto retira sedimentos do canal que dá acesso ao Complexo Portuário da Baía Babitonga para aumentar de 14 para 16 metros, permitindo a entrada de navios de maior porte.
Os sedimentos retirados estão sendo depositados na praia de Itapoá. Já foram 3 milhões de areia depositados nos 5 dos 8 metros da praia. A obra como um todo está em 68,2% de progresso. Com investimento de R$ 333 milhões a operação é uma parceria público privada entre o Porto de São Francisco do Sul e Itapoá.
A intervenção quer possibilitar a atracação de embarcações com até 366 metros de comprimento, tornando a Baía Babitonga o primeiro complexo portuário do Brasil capaz de receber navios desse tamanho com carga máxima.