Petrobras vê potencial de petróleo em descoberta no Amapá

Petrobras vê potencial de petróleo em descoberta no Amapá

Sonda de perfuração NS-42Crédito: Divulgação Foresea/Agência Petrobras

Magda Chambriard diz que estatal está “extremamente otimista” sobre o potencial petrolífero da Margem Equatorial

A descoberta de hidrocarbonetos em águas ultraprofundas do Amapá aumentou as expectativas da Petrobras sobre o potencial petrolífero da Margem Equatorial. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou nesta segunda-feira (17) que a companhia está “extremamente otimista” com os resultados obtidos até agora. As informações são da agência Reuters.

Durante visita a Oiapoque, no Amapá, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de outras autoridades, Chambriard afirmou que o poço onde ocorreu a descoberta deve ser concluído dentro de aproximadamente 15 a 20 dias.

O achado foi anunciado pela Petrobras na sexta-feira (14). A estatal identificou hidrocarbonetos no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e em lâmina d’água de 2.886 metros. A Petrobras detém 100% de participação no bloco.

Petrobras quer perfurar outros três poços

Apesar do otimismo, a dimensão da descoberta ainda precisa ser determinada. Chambriard reiterou que a Petrobras aguarda licença ambiental para perfurar outros três poços no mesmo bloco.

As novas perfurações serão necessárias para delimitar e compreender melhor o que foi encontrado. A empresa também pretende perfurar poços em blocos adjacentes, ampliando a campanha exploratória na região.

A exploração atualmente em curso começou após a Petrobras receber, em 20 de outubro de 2025, licença do Ibama para perfurar um poço exploratório no bloco FZA-M-59. Na ocasião, a companhia explicou que o objetivo da pesquisa era obter informações geológicas e verificar a existência de petróleo e gás em escala econômica.

“Tudo indica que vai ser bom”, diz Magda

Chambriard ressaltou que a sequência da campanha exploratória será fundamental para determinar a quantidade de petróleo que a área poderá oferecer.

“Esse esforço exploratório, que é gigantesco, é que vai dizer para a gente quanto é de petróleo que a Margem Equatorial no offshore do Amapá tem para nos oferecer. Tudo indica que vai ser bom. Nós estamos extremamente otimistas e foi isso que nós viemos dizer para vocês”, afirmou.

A declaração ocorreu durante a agenda desta segunda-feira (17) no Amapá. Chambriard acompanhou Lula e integrantes do governo em visita à sonda NS-42, responsável pela pesquisa exploratória no poço Morpho. Também participaram da comitiva o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; e o presidente do Senado, David Alcolumbre.

Descoberta ocorreu no poço Morpho

A Petrobras anunciou na sexta-feira (14) que havia identificado hidrocarbonetos durante a perfuração do Morpho. Segundo a companhia, a ocorrência foi constatada por meio de perfis elétricos e de indicativos encontrados em rocha.

Na ocasião do anúncio, Chambriard já havia destacado as expectativas da estatal em relação à área.

“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, afirmou.

A identificação de hidrocarbonetos, entretanto, não significa que o volume ou a viabilidade econômica de uma eventual produção já estejam definidos. As operações de perfuração e as etapas posteriores da avaliação exploratória são justamente as que permitirão à Petrobras aprofundar o conhecimento sobre a descoberta.

Novos poços serão decisivos para medir potencial

A expectativa da companhia está concentrada agora na continuidade da exploração. Além da conclusão do poço Morpho, prevista por Chambriard para as próximas semanas, a Petrobras pretende avançar com outras perfurações no bloco e em áreas próximas.

Segundo a própria estatal, a estratégia de exploração do FZA-M-59 está associada à recomposição das reservas de petróleo e gás e à busca por novas fronteiras capazes de atender à demanda nacional de energia durante a transição energética.

FONTE: BRASIL247

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