Operação para remoção de embarcação e rebocador é iniciada em Macaé

Operação para remoção de embarcação e rebocador é iniciada em Macaé

MACAÉ (RJ) — Teve início no município de Macaé a aguardada operação de remoção e reflutuação de um navio rebocador de apoio logístico encalhado na Praia Campista há mais de dois meses.

Entenda o Caso

O incidente ocorreu no dia 15 de maio, quando a embarcação sofreu avarias no casco após colidir com pedras na altura do Arquipélago de Santana. Como manobra de emergência para evitar o naufrágio, o comandante guiou o navio até as proximidades da faixa de areia, a cerca de 200 metros da praia.

Na semana anterior ao início das buscas para remoção, a empresa responsável constatou a perda total da embarcação, avaliando que o conserto do casco não seria financeiramente viável. Com a aprovação do plano de salvamento pela Marinha do Brasil, os trabalhos foram oficialmente iniciados.

Como Funciona a Operação de Resgate

A complexa manobra envolve a atuação conjunta de especialistas e de outro navio rebocador (o Candeia Ipanema):

  • Conexão e Esvaziamento: Os navios foram conectados e a equipe atua para esvaziar os compartimentos internos inundados, permitindo que a embarcação recupere sua capacidade de flutuabilidade.
  • Ancoragem Estratégica: Na faixa de areia, foram instaladas e enterradas duas âncoras acopladas a cabos até a embarcação. O conjunto atua em formato de triângulo de força junto com o segundo rebocador para puxar o navio de volta ao mar.
  • Prazo Estimado: A expectativa é de que o trabalho de reflutuação e remoção seja concluído em até sete dias.

Sem Danos Ambientais e com Monitoramento Constante

Apesar do tempo em que a embarcação esteve no local, o secretário de Ambiente, Sustentabilidade e Clima de Macaé, Marcelo Ribeiro, reforçou que nenhum dano ambiental foi registrado.

A operação é acompanhada de perto por um grupo de contingência composto por órgãos ambientais como o Inea e o Ibama. O monitoramento constante evita riscos de vazamento de óleo ou contaminação na costa. Após a retirada total do barco e das âncoras, a faixa de areia isolada será liberada de forma integral para a população.

Atração Turística Temporária

Ao longo dos mais de 60 dias encalhado, o navio rebocador acabou virando um ponto turístico improvisado na Praia Campista. Moradores e visitantes costumavam parar para fotografar a embarcação. Com o início da retirada, o trecho foi isolado por razões de segurança devido aos cabos e estruturas instaladas na areia.

Veja mais detalhes no vídeo oficial:

FONTE: BALANÇO GERAL

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