Novas Lanchas de Busca e Salvamento da Marinha do Brasil foram importadas da Turquia
Foto: Marinha do Brasil / Flickr / Divulgação
Embarcações encomendadas para as Capitanias dos Portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo prometem resistência, durabilidade e tecnologias integradas
A Marinha do Brasil incrementou a frota de Lanchas de Busca e Salvamento (LSAR) das Capitanias dos Portos do Rio de Janeiro (RJ) e do Espírito Santo (ES) com barcos importados. As embarcações podem resgatar até 20 pessoas de uma só vez e prometem tecnologias integradas, resistência e durabilidade para atuar em situações de risco. Produzidas na Turquia, no estaleiro da Damen Shipyards Group, as lanchas começaram a ser incorporadas à Força ao final de abril.
O LSAR Rio de Janeiro foi oficialmente entregue à Capitania dos Portos do RJ no dia 27 de abril. Já o LSAR Espírito Santo será incorporado à Força em 18 de maio, na próxima segunda-feira. Os barcos foram fabricados pelo Grupo Damen, que reúne estaleiros especializados na construção de embarcações que vão desde barcos de apoio até navios de guerra.
Novas lanchas da Marinha do Brasil
O modelo escolhido pela Marinha do Brasil para ampliar a segurança nas águas fluminenses e capixabas é o Busca e Salvamento 1605 FRP, fabricado no estaleiro Damen de Antalya, no sul da Turquia. Além de tecnologias integradas, o barco promete resistência e durabilidade.
Foto: Marinha do Brasil / Flickr / Divulgação
A Marinha detalhou à NÁUTICA que o casco dessas novas embarcações é feito de polímero reforçado com fibra, um “composto de alta tecnologia que oferece reforço estrutural, resistência à corrosão e durabilidade”, além de ser mais leve do que materiais mais tradicionais.
Cada LSAR ainda tem capacidade de se autoendireitar em caso de tombamento e conta com câmera de visão térmica, sistemas de comunicação e radar integrados às tecnologias de fábrica. Os barcos chegam a 30 nós (cerca de 54 km/h) de velocidade, impulsionados por dois motores de popa de 700 hp cada. Segundo a Força, a autonomia dessas novas embarcações supera 200 milhas náuticas, o equivalente a mais de 370 km.
Com 15,75 metros (52,6 pés) de comprimento e 4,85 metros (15,9 pés) de boca, o projeto da lancha permite o resgate de até 20 pessoas de uma única vez. A Marinha vai operar as embarcações com quatro militares na tripulação, para garantir que a equipe a bordo não comprometa situações em que muitas pessoas precisem ser resgatadas.